19 maio 2013

Você tem se tornado um estranho. Os papos sobre amenidades estão cada dia mais escassos e aquela intimidade que parecíamos ter, esvazia a cada diálogo.

Há um certo tabu entre nós, uma conversa sobre quem nos move afetivamente é algo no ar, intocável. Não te culpo, apesar de concordar que você tem uma boa influência neste novelo cheio de nós. Em algum momento, acreditei que poderíamos ser amigos. Agora tento me encontrar e sair pela porta que entrei.

Deparo-me com o teu egoísmo e sinto-me conversando com a parede quando se trata de algo meu. É angustiante pensar que depositei tamanha confiança em algo que virou pó. Provavelmente, decorrente da minha teimosia de um dia, pensar que com você poderia ser diferente.

"isso de 'o sofrimento que você sente é sua culpa, não do que o outro faz com você' é uma mentira que tentam nos enfiar goela abaixo, nesses tempos em que ninguém é responsável por ninguém".  

retirada de uma conversa com uma das mulheres mais incríveis que tenho orgulho de conviver, mesmo que esporadicamente.


14 maio 2013



Eu que defendo tanto a terapia musical, tinha esquecido como é aplicá-la dentro de mim.

A música que cicatriza, a música que te acolhe, a música que diz aquilo que você não consegue falar. Tem a música que faz dançar conforme o balanço necessário do teu corpo. Ah, eu adoro adoro aquela música que faz suspirar, gosto mais ainda da outra que arrepia.

Tem música que lembra quem já foi, música que deixa de ser tua e volta a ser minha. E tem aquela outra que você pensa "Urgh" e depois cai na risada ao lembrar como cantarolava e se bobear, encontra-se cantando com certa vergonha. 

Quem não gosta desses passeios musicais dentro da gente? 

13 maio 2013

Fiona Appleando

E hoje, eu vim trabalhar ao som de Fiona Apple. Já sabia desde ontem que ela seria a grande trilha sonora musical desta semana. Minha acolhedora, Fiona. Ela que vive todos os estágios da dor, sem a vergonha de escancarar aquilo que escondemos debaixo do tapete.

A cada música, cada verso, cada nota grave realçada, eu penso: É ISTO, FIONA! EXATAMENTE ISTO QUE ESTOU SENTINDO.

Fiona, você não me conhece e não precisa me conhecer, mas eu sei que você sabe que existe gente como eu, como você, sentindo por aí. Talvez a gente fale mais que deveria e a melhor saída fosse deixar as coisas escondidas debaixo do tapete, mas quando eu escuto sua raiva, muitas vezes desesperadora através de suas letras e melodias, me pergunto por que raios a gente precisa comprimir tudo dentro da gente? 

Que fiquem aqueles que nos acolhem do jeito que a gente é.

Fiona Apple - Sullen Girl

08 maio 2013

Eu crio tantos posts na minha mente. Penso em escrever sobre você, sobre mim, sobre o que acho do Feliciano, da novela ou do novo filme que deixará de ser novo na próxima semana. 

Penso em mudar o layout do blog.. Penso em tornar este blog uma verdadeira carta pública padronizada, aí eu lembro que não gosto de padrões e penso em separar por categorias.

Penso se não é hora de mudar casa, penso se não é hora de ficar aqui e sossegar o facho.

Então, meus pensamentos cansam e eu resolvo tomar um café pra recarregar os pensamentos.