27 fevereiro 2011

Por que ainda compro CD's?


Faço parte da geração MTV. Aquela geração que não tinha tanta informação pela internet, que aguardava ansiosamente a estréia de um videoclipe da banda ou artista favorito. Que estudava de tarde ao som dos videoclipes que passavam na MTV. Naquela época, a música ainda era o foco principal da emissora. E que VJ's tínhamos como exemplo hein? Sábios Fabio Massari e Gastão.

Lembro quando a Alanis Morissette lançou o seu primeiro disco e fiz o meu pai ir até o centro da cidade procurar o tal CD. Pouco tempo depois, fiz ele correr atrás do primeiro disco da Jewel. Era uma ansiedade para chegar em casa, desembrulhar dquele plastiquinho grudento, abrir cuidadosamente a caixinha e colocar o CD sem qualquer sinal de arranhão no som. Conforme a música ia rolando, sentia o cheiro do encarte, apreciava as fotos, as letras quando eram colocadas, os agradecimentos, a ficha técnica.

Eu lamento a geração de hoje. A MTV virou uma merda de emissora, com essas modeletes que seguem apenas o script, além deste monte de bandas ruins que existem e estão presentes ali a todo momento. A velocidade da informação e acesso fácil à música é impressionante. Basta um clique e pronto. Eu sei que este é o rumo da tecnologia, mas lembro com carinho da minha adolescência.

Ainda hoje, sinto o prazer de ir a uma loja e adquirir um CD mesmo ciente de que não preciso gastar um real e posso ter disponível no meu computador a qualquer momento. Eu simplesmente ainda gosto da arte, do cheiro do encarte, de sentar no sofá, tomar café e apreciar o CD. E isto, nenhuma tecnologia vai substituir. Ao menos para mim.

13 fevereiro 2011

Começou a jornada da Musicoterapia



"É individual a manifestação da música em cada ser humano. A música traz a sensação de alegria, de tristeza, de recordação, de conforto e até daquilo que não é possível verbalizar.

Desconheço quem não goste de música. É um prazer para cada indivíduo. Justamente por ser um prazer, perguntei-me por anos por que seria capaz de associá-la a um trabalho. Atualmente, muitas são as pessoas que trabalham dia após dia apenas em busca do salário no final do mês, sem o prazer de executar determinada tarefa.

Estudar o ser humano e suas relações; sua mente e sua capacidade inimaginável: minha curiosidade pelo tema vai além do comportamento físico do cérebro e sua reação perante a música.

Faço terapia e vejo o quanto me faz bem. Consigo me entender e tornar melhor a minha vida com a ajuda de um profissional. E por que não ajudar a melhorar a qualidade de vida do outro? Por meio de minha própria experiência, percebo ser possível fazê-lo e o quanto quero passar isso adiante. Melhor ainda se for através da pode abstrato da música."


E esta foi minha introdução ao curso de Musicoterapia. :)