12 outubro 2011

"Lord, can you hear me now?
Or am I lost?"
Damien Rice - Cold Water

Tenho pensado sobre religião, fé, mito. O que nos move além do nosso esforço e nossa própria força de vontade? Não seria isso o sinônimo da fé, da religião? Usamos palavras e histórias de outros como abastecimento para a energia do dia a dia, o que te faz levantar e seguir.

Sinto que estou caminhando para o cetismo, de acreditar naquilo que eu vejo e ponto. Ganho na racionalidade e perco na motivação.

25 setembro 2011




Eu ainda não sei o que fazer com a música dentro de mim. Não sei. Simplesmente, não sei. Não sei se largo tudo e vou estudar um instrumento direito e tentar quebrar a cara por aí ou se sossego o facho e continuo tranquila na faculdade.

Tem dias que sinto que há um vulcão dentro de mim no meio dessa oscilação do que fazer. Tenho vontade de seguir dois caminhos distantes e ao mesmo penso que sinto que são caminhos certos, são caminhos errados. Ando ao lado do medo, do fracasso, do arrependimento.

Minha única certeza é que a música vai explodir aqui dentro se eu não souber direciona-la.

Cadê o atalho para o caminho mais fácil?


27 agosto 2011

Quando os amigos te inspiram...


Sonhei que uma amiga me levava à India e eu ficava encantada com o país. Esta amiga acaba de voltar de 15 dias de mochila nas costas, sozinha pela India e mais cinco dias em Jericoacoara.

Eu a invejo. Faço parte do time de pessoas que colocam todas as dificuldades para não estar ao lado de sua própria companhia. E por que temos este medo se somos um bando de sozinhos no mundo? As pessoas vão, voltam, vão novamente e estamos sempre aqui com nós mesmos.


Qual a dificuldade de encarar que talvez a única companhia para a vida seja a sua?



17 julho 2011


Poucos dias depois da estréia de Encontros e Desencontros, eu estava lá no cinema, ansiosa para assistir a diretora que tinha em encantado anteriormente.

Após o filme, eu pensei: Uau! Existe uma personagem sobre mim.

E foi assim que a Charlotte entrou na minha vida e nunca mais saiu. Achei que era fase, mas começo a achar que eu sou este quê de melancolia e este olhar em relação ao mundo.

"John: Why do you have to point out how stupid everyone is all the time? "

04 julho 2011


Eu era menos sarcástica, menos perdida, menos cética, menos melancólica, menos irônica.

Será que em algum momento troco o "Eu era" para o "Eu sou"? "Eu estou" também será aceito.

12 junho 2011


Love is free, free is love
Love is living, living love

Love is needing to be loved

John Lennon - Love

Em algum momento todo mundo pensa que vai morrer de amor. Pode ser que morra e renasça. Morra de novo, renasça e por aí vai. Eu acho o coração tão sábio. Cito-o porque quando falamos de amor, é ele que responsabilizamos e culpamos.

Você ama, sofre, sente alegria, vive o começo, meio e às vezes fim. Então pensa que não terá lugar pra mais ninguém. O coração tira férias, descansa e renova. Em algum belo e inesperado dia, ele desperta com tudo aquilo que sentimos de forma diferente e por vezes mais intenso.
Ah, coração, tem dias que você me prega peças, me distrai, me irrita, me faz rir. Ultimamente estreitamos nossos laços e nessa nova relação parece que somos apenas nós dois e quem disse que seria ruim?

Meu coração não se cansa
De ter esperança
De um dia ser tudo o que quer

Caetano Veloso - Coração Vagabundo

15 maio 2011


Desistir é mais fácil e mais cômodo. É voltar para a zona de conforto. É manter-se estável. É não dar um passo pra frente e também não dar um passo para trás e olhar para o que quer ser visto pela segunda vez.


Eu sinto tanta vontade de desistir. Mas desistir é deixar de sentir medo, de me sentir viva. É deixar de dar um passo para frente, mesmo que ele seja um.

17 abril 2011


~I'm wearing these clothes. I mean... Have you ever had unlucky clothes? This dress that you like? Good things have not happened to me in this dress. But I saw it tonight and I said: "I'm gonna give you one more chance." And I refuse to be let down by this dress again.~ Claire Colburn - Elizabethtown






Músicas lembram pessoas, lugares, momentos. Roupas também.
Ao contrário da Claire que resolveu dar uma nova chance a um vestido que não lhe trazia sorte, eu resolvi me desfazer de tudo que não quero mais. Roupa tem uma simbologia para mim. Ela representa o que eu vivo, o dia alegre, o dia vazio. É o meu espelho que, não necessariamente reflete a moda do momento.
Tchau o que me aperta, o que não serve, o que nunca usei esperando o momento certo para utilizar, o que vestia bem para agradar o outro, não a mim...e Aaahhh, tchau vestido que não me dá sorte e não vai ganhar uma segunda chance.






27 março 2011


Falar menos. Escutar mais. Esforço para compreender o que não entendo. Desfazer daquela velha opinião formada sobre tudo. Reciclar.

Quebrando conceitos que sempre foram certos para mim.

27 fevereiro 2011

Por que ainda compro CD's?


Faço parte da geração MTV. Aquela geração que não tinha tanta informação pela internet, que aguardava ansiosamente a estréia de um videoclipe da banda ou artista favorito. Que estudava de tarde ao som dos videoclipes que passavam na MTV. Naquela época, a música ainda era o foco principal da emissora. E que VJ's tínhamos como exemplo hein? Sábios Fabio Massari e Gastão.

Lembro quando a Alanis Morissette lançou o seu primeiro disco e fiz o meu pai ir até o centro da cidade procurar o tal CD. Pouco tempo depois, fiz ele correr atrás do primeiro disco da Jewel. Era uma ansiedade para chegar em casa, desembrulhar dquele plastiquinho grudento, abrir cuidadosamente a caixinha e colocar o CD sem qualquer sinal de arranhão no som. Conforme a música ia rolando, sentia o cheiro do encarte, apreciava as fotos, as letras quando eram colocadas, os agradecimentos, a ficha técnica.

Eu lamento a geração de hoje. A MTV virou uma merda de emissora, com essas modeletes que seguem apenas o script, além deste monte de bandas ruins que existem e estão presentes ali a todo momento. A velocidade da informação e acesso fácil à música é impressionante. Basta um clique e pronto. Eu sei que este é o rumo da tecnologia, mas lembro com carinho da minha adolescência.

Ainda hoje, sinto o prazer de ir a uma loja e adquirir um CD mesmo ciente de que não preciso gastar um real e posso ter disponível no meu computador a qualquer momento. Eu simplesmente ainda gosto da arte, do cheiro do encarte, de sentar no sofá, tomar café e apreciar o CD. E isto, nenhuma tecnologia vai substituir. Ao menos para mim.

13 fevereiro 2011

Começou a jornada da Musicoterapia



"É individual a manifestação da música em cada ser humano. A música traz a sensação de alegria, de tristeza, de recordação, de conforto e até daquilo que não é possível verbalizar.

Desconheço quem não goste de música. É um prazer para cada indivíduo. Justamente por ser um prazer, perguntei-me por anos por que seria capaz de associá-la a um trabalho. Atualmente, muitas são as pessoas que trabalham dia após dia apenas em busca do salário no final do mês, sem o prazer de executar determinada tarefa.

Estudar o ser humano e suas relações; sua mente e sua capacidade inimaginável: minha curiosidade pelo tema vai além do comportamento físico do cérebro e sua reação perante a música.

Faço terapia e vejo o quanto me faz bem. Consigo me entender e tornar melhor a minha vida com a ajuda de um profissional. E por que não ajudar a melhorar a qualidade de vida do outro? Por meio de minha própria experiência, percebo ser possível fazê-lo e o quanto quero passar isso adiante. Melhor ainda se for através da pode abstrato da música."


E esta foi minha introdução ao curso de Musicoterapia. :)

22 janeiro 2011

O novo do velho.

Sou fã do podcast Café Brasil do Luciano Pires. Adicionei como sugestão do Itunes e no primeiro programa, já senti vontade de ouvir mais e mais e mais e mais. Baixei os programas anteriores e comecei a escutar aqui, ali, andando por aí.

Nesta semana, escutei o programa que levou o título de “Homeostase brasileira” [http://www.lucianopires.com.br/cafebrasil/podcast/?pagina=/2010/11/18/220-homeostase-brasileira/ ]. Foi ao ar no dia 18 de novembro de 2010.

Falava sobre entropia, desordem, desgaste. Devaneios do locutor. Entãom começou a falar das chuvas no Rio de Janeiro, da falta de estrutura, do governo Brizola que incentivava a massa e eu pensei: Tem certeza que este programa foi ao ar ano passado? Não é uma atualização desta semana? Nossa situação é tão óbvia? É. É repetitiva. É previsível. Assistimos. Ajudamos. Mantemos os políticos e seguimos o nosso ano. Até janeiro do ano que vem. Quando tudo acontecerá novamente. Assistiremos, ajudaremos, manteremos os políticos e seguiremos nossas vidas no próximo ano. Até janeiro do outro ano, quando assist....”

16 janeiro 2011

Novas atitudes para velhas metas

Está tudo zerado, inclusive o relógio. É um novo ano. Uma nova energia e disposição. Vamos começar as tranformações radicais que obviamente estão fadadas ao fracasso. Tornam-se insustentáveis. E a tal lista de ano novo cairá em descrédito no primeiro descuido. Por anos, assim foi o meu ano novo.

Ainda em 2010, no dia do meu aniversário, ganhei um novo ano. Ali, ganhei energia e disposição e vi que poderia investir nas minhas metas encalhadas. Claro, se eu tomasse novas atitudes para elas.

Na virada simbólica de 2010 para 2011, havia entre nós uma árvore dos pedidos. Poderia encher aquela árvore com muitos pedidos. Uma vez, li que, quando esta árvore crescer, levará para o alto o meu desejo. "tome cuidado com o que você deseja, menina" diz minha avó. E o meu desejo é cuidar da minha árvore. Eu planto, eu cuido.

"Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre."

Carlos Drummond de Andrade.